quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Selas e particularidades: Blocked head

No início de 1900, Champion e Wilton decidiu testar um novo modelo de gancho fixo o "blocked head". Tinham como objectivo facilitar o recolher da perna direita sobre a sela, melhorando assim a segurança da amazona. Porém, essa inovação não conquistou as amazonas inglesas, pois foram produzidas relativamente poucas selas com esta particularidade.


Imagens provenientes da International Side Saddle Organization


Os fabricantes paquistaneses entre muitos outros, tentaram usar essa característica rara para vender os seus produtos de péssima qualidade:


Aqui temos uma pseudo sela amazona, com o que parece ser uma espécie de bloqued head. Pelos vistos (e infelizmente) , a imaginação dos fabricantes deste tipo de monstruosidades, de como as amazonas se sentam em sela nunca deixa de me surpreender!



quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A Queen

 Uma queen uma pequena almofada que se fixa ao gancho fixo, de forma a adaptá-lo à coxa da amazona caso este seja demasiado aberto. É um meio simples e eficaz de adaptar uma sela que não foi construída para a nossa morfologia, juntado o útil ao agradável, pois além de nos ajudar a manter uma posição correcta, com o busto virado para a frente, aumenta muito o nosso conforto e a nossa eficiência em sela.


Sem queen a coxa bascula para a esquerda, arrastando as ancas que deixam de estar perpendiculares à coluna do cavalo (linha verde). A amazona ficará torcida na sela, desequilibrada, terá mais dificuldade em acompanhar os movimentos do cavalo, o que levará a um maior esforço físico da sua parte para compensar o desequilíbrio da sua má posição.



Com queen a coxa fica praticamente sobreposta à coluna vertebral do cavalo, as ancas estão perpendiculares. A amazona ficará mais sólida e direita na sela, será mais eficiente a seguir os movimentos do cavalo. 


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A casa Nicolson, selas de amazona feitas em Portugal

Descobri por acaso um fabricante de selas de amazona português!
Aqui está uma sela saída da oficina da Casa Nicolson, que pertencia a Joaquim dos Reis Abreu, sucessor de Richard Nicolson, seleiro da Casa Real Portuguesa



Lindíssima não é? As más notícias, é que desta ilustre casa, antigamente situada em Lisboa já pouco ou nada (pelo menos  ao alcance de pesquisas através da Internet)  resta. Apenas uma publicidade de 1910 e a sela que está tristemente fechada num museu. Sei de outra que se encontra em França e faz as delícias da sua proprietária.


Apelo à contribuição dos meus leitores: se por sorte algum de vós tiver conhecimento de selas de amazona que não estão a ser utilizadas, tristemente abandonadas num canto, contactem-me. Salvem esses pedaços de história e façam amazonas felizes!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A importância de um bon seleiro

A maior parte das vezes, (para não dizer sempre) as melhores selas de amazona são as que foram fabricadas há pelo menos 50 ou mais anos atrás. A maioria das amazonas concorda comigo, poucos são os fabricantes de selas de amazona decentes hoje em dia. Posso contá-los pelos dedos das mãos. O nosso maior problema, é que como esta forma de equitação caiu em desuso, as selas que nos interessam foram muitas vezes deixadas num recanto qualquer à sua triste sorte.

As vezes, basta uma boa limpeza e um tratamento mais ou menos prolongado para voltar a obter um couro macio, outras não há nada a fazer. Tem de se recorrer a um seleiro. Poucos são os que restauram bem selas antigas, e ainda menos são os que sabem como reconstruir uma sela de amazona, principalmente no que toca à forma e enchimento dos suadouros. É crucial escolher bem o artesão a quem vamos confiar as nossas selas. Mais vale percorrer mais 100 ou 200km, esperar mais uns meses para reunir fundos do que correr o risco de ficar com um trabalho mal feito. Que além de não nos servir bem, irá desvalorizar a sela. Ninguém quer ficar com isto:
Um péssimo trabalho feito numa Mayhews

Em vez disto:


Outra Mayhews na qual foi feito um excelente trabalho de reconstrução.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Apenas um gato...

Descobri há bem pouco tempo um pequeno texto sobre um gato. Decidi partilhá-lo aqui, porque apesar desde blog falar de amazonas, de ser o reflexo da minha paixão por esta outra equitação, o meu primeiro amor é sempre o cavalo. O texto fala de um gato. Mas poderia ser aplicado a um cavalo. E este poderia chamar-se Joaninha, Òpio ou Fortuna.

Apenas um gato

De vez em quando escuto alguém dizer: 
- Pára com isso! É apenas um gato! 

Ou então: 
- Mas é muito dinheiro para se gastar com ele! É apenas um gato. 

Essas pessoas não sabem do caminho percorrido, do tempo gasto ou dos custos que significam "apenas um Gato". Muitos dos meus melhores momentos me foram trazidos por "apenas um Gato". 

Por muitas horas em minha vida, minha única companhia era "apenas um Gato", e eu não me sentia desprezado. 


Muitas de minhas tristezas foram amenizadas por "apenas um Gato". E naqueles dias sombrios, o toque gentil de "apenas um Gato" me deu conforto e motivo para seguir em frente. 

Se você também é daqueles que pensam que ele é "apenas um Gato", com certeza deve entender bem expressões como "apenas um amigo","apenas um nascer de sol", "apenas uma promessa". 

"Apenas um Gato" deu à minha vida a verdadeira essência da amizade, da confiança,sabedoria, discrição,sensibilidade, o valor do silênciao e da pura e irrestrita felicidade. 


"Apenas um Gato" faz aflorar a compaixão e a paciência que fazem de mim uma pessoa melhor. 

Por causa de "apenas um Gato" eu me levanto cedo, cuido de minha vida, faço exercícios e olho com mais amor para o futuro. 

Porque pra mim - e para pessoas como eu - não se trata de "apenas um Gato", mas da incorporação de todos os sonhos e esperanças do futuro, das lembranças afetuosas do passado, 
da pura felicidade do momento presente. 

"Apenas um Gato" faz brotar o que há de bom em mim e dissolve meus pensamentos e as preocupações do meu dia. 

Eu espero que algum dia algumas pessoas entendam que não é "apenas um Gato", mas é aquilo que me torna mais humano e me permite não ser "apenas um homem" ou "apenas um mulher". 

Então, da próxima vez em que você escutar a frase: 

"É apenas um Gato", apenas sorria. Elas dizem isso porque elas apenas não podem entender. Para elas, as coisas são "apenas". Para nós, tudo na vida é...tudo. 







sábado, 8 de setembro de 2012

Uma amazona nos Jogos Paraolímpicos

Este ano, tenho muito orgulho em anunciar (ainda que com algum atraso) que os jogo Para Olímpicos contaram com a participação de uma amazona, Barbara Minneci e a sua lindíssima égua Barilla, que competiram pela Bélgica. Foi por elas que torci ao longo do decorrer dos jogos,e  a sua brilhante participação enche-me de orgulho!





Ela monta com uma sela Mayhews alterada. Aqui pode ver-se que lhe acrescentaram um "estribo" para lhe dar maior segurança em sela:

 E aqui fica o vídeo da sua performace, de 73,100%, que lhe valeu o 6º lugar na prova freestyle.

http://www.youtube.com/watch?v=ydFQrd_1Ti4


Parabéns para as duas, que vencerem todo o tipo de obstáculos para chegar a Londres, e por serem a prova viva do que a tenacidade e uma enorme força de vontade podem fazer. Obrigada por serem  embaixatrizes fantásticas da equitação em amazona de alta competição.




domingo, 26 de agosto de 2012

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Projecto May Primerose Littledale III

Hora de mostrar as alterações! A forma da frente já corresponde mais ao modelo, a gola também.


Aqui estão marcadas as novas costuras das costas

E... tadam! à esquerda a versão Burda (depois de cintada). À direita, a versão Primerose.
Parece que já estamos a chegar a algum lado! Próximo passo: Fazer o mesmo no tecido definitivo!

domingo, 19 de agosto de 2012

Projecto May Primerose II (a génese)

É oficial! O projecto May Primerose começou!! Visto que vou ter de modificar o molde, comecei por fazer uns testes com um lençol velho. Ai estão as fotos do resultado:

                                 


Não é la muito encorajador....O recorte da aba é diferente, a gola não tem muito a ver e a forma geral não corresponde... Uma coisa é certa: detesto a forma das costas. O casaco da May tem umas costuras curvadas que dão um efeito fantástico:

Mas o modelo Burda tem umas costuras direitas que não são nada graciosas... Mais uma coisa para alterar!

To be continued.....

Projecto May Primerose Littledale I

Uma vez que não posso montar, há que ocupar o tempo de forma construtiva. Porque não um novo projecto de costura? E que tal fazer um casaco para este inverno, inspirado no modelo criado para May Primerose Littledale?



Vamos começar a planear!
Primeiro passo: o molde. Duvido encontrar o molde já pronto. E se encontrar, custará certamente uma fortuna! Vou então improvisar e modificar um que já tenha na minha prateleira.....

Este modelo veio na revista Burda de Junho, parece-me perfeito!
Mãos à obra!

sábado, 18 de agosto de 2012

Moda amazona

Se há uma coisa que todas as amazonas tem em comum, é o gosto pelos trajes. Algumas ficam-se apenas pelo tradicional casaco clássico de concurso, com uma saia escura, outras pelo traje à portuguesa ou vaquera. Mais a maioria admira sem reservas e usa em certas ocasiões trajes de outras épocas. Eu não sou excepção. E como tal consigo passar horas a admirar as gravuras de moda dos séculos XVIII e XIX e as pinturas do século XVII. Numa das minhas pesquisas sobre a moda amazona, eis que descubro este casaco fantástico:


Fabricado em 1856, pertenceu a May Primerose Littledale. É official. Quero um assim.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Despedidas....

Este blog vai deixar de ser alimentado com a minha paixão... O meu gosto pela partilha foi desgastado pela indiferença geral. Por isso o "À Amazona" vai entrar em hibernação. Por um anos ou para sempre, apenas o futuro o dirá. Deixo em legado um pedaço do meu conhecimento, na esperança que possa ser útil a um curioso, a uma futura apaixonada...

Amazona por um dia, Amazona para sempre!



terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Dia de caça

Um dos numerosos locais onde as amazonas demonstravam a sua elegância e intrepidez, era nas partidas de caça. No Reino Unido e França ainda há várias equipas que se dedicam a esta modalidade. As graciosas amazonas e os seus pares inspiraram inúmeros artistas que os representaram em grandes quadros, tapeçarias e objectos de luxo, como estátuas de bronze. Mas também os souberam imortalizar em objectos do dia a dia, de forma a que toda a sua graça se fosse tornando parte do quotidiano, inspirando desejos de ar puro, desporto e elegância. Aqui fica um exemplo, sob a forma de uma pequena e lindíssima colecção de postais antigos.










segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A diva do circo: Paulina Schumann

 A filha de Charles Rivelo famoso palhaço Catalão e Carmen Busto, ela própria filha de um palhaço, Paulina Luisa Andreu Busto nasceu em Barcelona, Espanha dia 17 de Fevereiro de 1921, onde os pais actuavam no  Circo Reina Victoria; Paulina foi, desta forma, criada no mundo do circo. Começou a sua carreira circense muito cedo, mas não foi imediatamente direccionada para a equitação, actuando como acrobata e bailarina. Foi apenas depois do nascimento dos seus dois filhos gerados do seu casamento com Albert Maximilian Schumann, que o seu sogro lhe pede para apresentar um número com seis cavalos em liberdade. Apesar de não ter experiência com cavalos, Paulina aceita, na condição de ser feito à sua maneira. Paulina estava determinada em representar e aprender a arte mais clássica e conservativa da arte circense equestre, introduzindo uma sofisticação pouco comum no uso de luzes, música, temas e trajes. Em 1947 ( o ano de iniciação equestre de Paulina) o produtor britânico Tom Arnold e o director Clement Buston organizaram um enorme espectáculo circense de inverno em Londres. Os Shumanns, que tinham trabalhado interminentemente para o Bertran Mill Circus, outro grande circo de inverno londoniano iniciaram uma sociedade com Tom Arold, que iria ajudar a assentar a reputação equestre da família.
Os novos produtores ficaram impressionados com as ideias de Paulina e o seu sentido de "showmanship." Concordaram em investir novos trajes e efeitos de cena. Os resultados deste investimento traduziram-se em brilhantes produções equestres anuais, que foram apresentadas nos circos de Estocolmo, Göteborg, Copenhaga e Harringway.
è neste período que Paulina se tornou na directora-coreógrafa dos números equestres dos Schumann, que eram inspirados, tanto na música como nos fatos, pelos grandes filmes da época. Alternando entre números em liberdade e de alta escola, encenaram soberbas representações equestres de Doctor Zhivago, My Fair Lady, Robin Hood, Gigi, as well as Schumanns in Mexico (1963), Feria de Primavera (1964) e From The Good Old Days: Paris 1900 (1965).
A família real da Suécia e Danemak nunca perderam uma noite de espectáculo dos Schumann em Copenhaga ou Estocolmo. Em Londres, a rainha Elizabeth II nunca perdeu uma actuação, indo visitar os basteadores com Paulina e Albert após cada espectáculo. Na Suécia, Paulina ainda pareceu em dois filmes:
Gøngehøvdingen (1961) e Dronningens vagtmester (1963).
O circo Schumann fechou em  1969. Então, Paulina e Albert separaram-se e desistiu das artes equestres, começando uma nova carreira com o pai, um palhaço famoso internacionalmente. Após a sua morte, Paulina reformou-se definitivamente do circo. Voltou para Cubelles, a aldeia Catalã onde nasceu. 


domingo, 11 de dezembro de 2011

O traje da Amazona à portuguesa

O traje á portuguesa é o mais representado no nosso pais, tradição obriga!Aqui fica uma pequena listagem da descrição dos seus vários elementos. ( Adataptado do blog trajes de Portugal) 
Começemos por cima, ou seja, pelo chapeu. Este possui aba larga revirada e mais curta do que o chapéu de homem, copa redonda e levemente convexa, adornado com dois pompons de seda. Actualmente, muitas amazonas preferem adoptar o modelo masculino, que pode ser aceite, mas não é o mais adequado.
Quanto à jaqueta, existiam vários modelos e cores. Eram confeccionadas nos mais diversos e nobres tecidos. Apresenta gola de virados e dois bolsos «metidos», com abertura vertical e forrados de cetim. A jaqueta não apresenta botões e é toda contornada a galão preto, desenhando enfeites nos bolsos e nas costas. As mangas, também sem botões nos punhos, têm os ombros bem vincados, com a cabeça da manga bastante larga, quase em balão. Vai estreitando tornando-se justa no antebraço e terminando sem punho. O forro da jaqueta é em seda no tom do tecido. Por debaixo da jaqueta usa-se blusa branca, de colarinho pequeno, adornada com renda de algodão. O colarinho pode ser enfeitado com uma pregadeira ou com um laço de cetim. A manga pode ter os punhos adornados com renda. O uso do corpete é opcional, mas a faixa de cetim ou merino é obrigatória.
Para montar à amazona, de lado, a saia tem um desenho complexo. O seu modelo é elaborado para armar em semicírculo sobre o cavalo e conferir à amazona conforto e compostura. Esta é bastante mais comprida à frente que atrás. Apresenta dois cortes à altura dos joelhos, para que, na sela, a saia se ajuste aos membros e tape quase por completo a bota esquerda que se apoia no estribo. Os pontos de apoio dos joelhos são reforçados no avesso por um forro de seda. No forro do lado direito existe uma liga elástica, que fixa a saia ao tornozelo da amazona, a fim de evitar que esta se desloque com o vento ou o andamento do cavalo. Uma vez que a saia é bastante comprida à frente, quando apeada, a amazona tem de a segurar pelo corte do joelho direito ou prende-la por asselha caseada em linha no mesmo sítio, a um botão, ou peça de ourivesaria, colocado à altura do terço superior da coxa direita. Seguindo esta discrição , suponho que seja uma variante da saia de amazona "Duchesse d'Uzes" 
Por baixo da saia, a amazona usava uns calções de alçapão, de gancho bastante alto e pernas largas que terminam num punho, apertado por três botão. Ajusta-se à anca por duas aberturas laterais fechadas por quatro botões. Calçava botinas de cano curto fechado por botões de pé.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Pesadelo Amazónico

Esta é sem dúvida a pior sela de amazona que tive a infelicidade de ver até hoje. De tal maneira que a denominação "sela de Amazona" não pode de forma nenhuma ser usada neste caso. À primeira vista, parece-me que o que foi utilizado para o seu fabrico não foi nada mais nada menos do que o vaso de um arreio normal, em que foi acrescentado uma espécie de arco para formar o gancho fixo e uma réstia de terceiro gancho à direita, assim como um "palito" para formar o gancho inferior. Provavelmente trata-se de um produto "made in china " e a pobre aspirante a amazona que o comprou não fazia a menor ideia do que estaria a fazer, pensando realizar os seus sonhos de amazona sozinha, por não conseguir encontrar ninguém que a guiasse (infelizmente, é uma situação demasido frequente). Mas caso ela conseguisse encaixar a coxa direita no "gancho fixo" teria  depois de lidar com um assento curtíssimo, estreito e demasiado inclinado! A coxa esquerda iria ficar num angulo extremamente desconfortável, pois o "gancho fixo" esta fixado de tal forma que teria de estar quase na vertical em relação ao chão. Isto tudo para não mencionar o formato estranhíssimo da aba esquerda, e a obvia falta de segurança que esta "sela" proporciona..

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A forma correcta de desmontar em 6 passos

É muito mais fácil do que montar. Segue-se a forma mais correcta, em seis passos simples.
  1. (caso use saia) Retire o elástico do nos no pé direito;
  2. Tire o pé esquerdo do estribo;
  3. Segure as rédeas numa posição mais alta para não ficar enrolada nelas;
  4. Retire a perna direita do gancho fixo sentando-se completamente de lado;
  5. Escorregue/salte para o chão (após se ter assegurado que a saia não ficará retida nos ganchos); 
  6. Use os joelhos para amortecer o impacto ao chegar ao solo.
Ou aqui fica a forma historicamente correcta e muito mais "romântica" retirada de um manual para senhoras editado em 1879.
"Ao desmontar, a senhora toma as duas rédeas na mão direita, retira o joelho do gancho (na altura, os ganchos das selas ainda tinhas a forma característica "em berço"), o seu pé do estribo e após verificar a compostura do seu traje, impulsiona-se ligeiramente de forma a cair nos braços do "gentleman" pronto para a receber."
Belos tempos sem dúvida...

As grandes marcas: Mayhews

Frédéric William MAYHEWS abriu a sua oficina no início dos anos 1880 instalada no nº41 Seymour Place em Londres.
Em 1881, obteve uma patente de uma sela com um gancho superior triangular, o gancho de caça. Progressivamente, o seu design muda e transforma-se para se adaptar à procura da época, e inventa em 1927 um novo modelo de vaso, mais leve e reforçado com alumínio, patenteado, o "ligthweigth sidesaddle" que assegurou o seu sucesso e suscita o interesse da Rainha Victoria, tornando se o seu fornecedor, assim como o das cortes reais de Espanha e do Tsar da Rússia. Esta marca é muito apreciada por toda a nobreza e "gentry" da época. Ele será tão respeitado e conhecido que a casa Hermés  obteve autorização de uso da patente e se inspirará das suas selas para criar o famoso modelo "caça", reproduzindo o assento largo e os ganchos de forma triangular, mas sobretudo o sistema de segurança do loro, simples, mas muito eficaz. As selas Mayhews distinguem-se também pela forma da aba direita, menos pronunciado que a das Owens, que será mais tarde também ela copiada por Hermés. A partir de 1930, Mayhews decide reformar-se, deixando o seu legado à filha que por sua vez o irá confiar ao seleiro Champion & Wilton, que usará os seus conceitos.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Ser Amazona, porquê?

É uma pergunta que me fazem frequentemente, porque montas em Amazona? É verdade que montar "normalmente" é mais fácil em todos os aspectos. É mais fácil encontrar uma boa sela, é mais fácil encontrar um cavalo "de escola" e um professor competente. Não somos ostracizados ou alvo de curiosidade, não se duvida tão facilmente da nossa capacidade em acompanhar um grupo de cavaleiros, de realizar um movimento de dressage mais difícil ou simplesmente do nosso equilíbrio em sela.  Então porque persistir em ressuscitar uma forma de equitação praticamente esquecida? 
A minha primeira razão prende-se pela força das sensações. Mais nenhuma forma de montar permite sentir tanto o cavalo e fazer corpo com ele. As nossas ajudas são muitas mais limitadas, o que nos obriga comunicar com o cavalo e ser extremamente precisas, usando ao mínimo os nossos recursos. Obter o movimento correcto com o mínimo de ajudas é ao meu ver o sinal de um trabalho bem feito e mil vezes mais valioso do que o "arrancar" à força.  A segunda vem do prazer de ressuscitar uma velha tradição. De ter o sentimento de se ser elegante e feminina a cavalo, pois haverá alguma coisa mais elegante do que uma Amazona bem montada num belo cavalo?