terça-feira, 20 de setembro de 2011

Em sela! : A posição da amazona

A equitação em amazona, não escapa a esta regra: para uma boa equitação, é essencial uma boa posição! Além do aspecto estético (ninguem gosta de ver uma amazona ou uma cavaleira de costas curvadas!) uma amazona sentada correctamente é muito mais eficaz no emprego das ajudas, e está muito mais confortável, conseguindo acompanhar os movimentos dos cavalos com muito menos esforço.
 Para uma boa posição, a sela deve estar bem adaptada a morfologia do cavalo e da amazona (ver tópicos precedentes) Vista de costas, deve ser impossivel distinguir uma amazona de uma cavaleira. Deve sentar-se aprumada,  as suas costas devem estar perfeitamente direitas, a coluna vertebral da amazona sobre a do cavalo, os ombros perpendiculares à mesma. Rim flexível e activo para acompanhar eficazmente os movimentos do cavalo. Deve olhar para a frente, por entre as orelhas da montada, e não para baixo.  Como está sentada mais atrás do que um cavaleiro, deve segurar as rédeas mais compridas, com os cotovelos junto ao corpo. A coxa direita deve estar completamente em contacto com a sela, da nádega até a dobra do joelho, suportando o peso da amazona. Deve ter sempre a preocupação de manter a ponta do pé esquedo a apontar para baixo, e bem encostado à sela. A perrna esquerda desce naturalmente, puxada pelo seu peso que é suportado pelo estribo. Este deve estar regulado de forma a que se consiga passar os dedos entre a coxa e o gancho inferior. 

As amazonas de antigamente e o circo

Antigamente, as amazonas demostravam a sua habilidade e ousadia nos circos, aqui ficam algumas imagens:

É de notar que, nesta imagem o cavalo não usa uma sela de amazona, mas sim um cilhão:
Muito usado pelas ecuyères de circo da altura, pois estes davam a ilusão que a amazona montava sem sela.

Para completar, aqui vai um pequeno vídeo:

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Em busca da sela perfeita: As medidas da amazona

A sela deve estar adaptada à morfologia da amazona, para que esta se possa sentir equilibrada e montar sem cansaço ou esforço exessivo. 
Primeiramente, devem verificar-se o comprimento e a largura do assento são convenientes. Para tirar as suas medidas, a amazona deve sentar-se bem direita no chão ou numa cadeira e medir a distância que separa a ponta da nádega até à dobra do joelho. Esta medida corresponde ao comprimento do assento. No caso de uma sela com o assento côncavo, deve medir-se seguindo a curvatura do mesmo.  Com o tamanho ideal, a amazona deve estar sentada no eixo da coluna vetebral do cavalo, a coxa direita bem apoiada na sela, com o joelho contra o gancho superior. A dobra do joelho deve estar dois dedos  após o gancho superior. A perna deve cair sobre a aba da sela, sem contrações.  Depois disso, deve assegurar-se que a largura da sela é conveniente. Para determinar essa medida, a amazona deve sentar-se no chão ou numa cadeira e medir a largura a nível do ìsquio.  Obtem assim as duas medidas principais. Resta a verificar que os ganchos são adaptados. Além da boa implantação a sela, os ganchos podem ser finos ou mais grossos, de curvatura mais ou menos acentuada.  Uma curvatura demasiadamente acentuada é o defeito mais comun. O médodo mais simples de compensar esse inconveniente é usando uma Queen. É uma espécie de almofadinha usada para "encher" a curva do gancho. É segura com uma meia, vetrap, ligadura... Este sistema permite endireitar a coxa de modo a conseguir um posicionamente no eixo perfeito.  Um gancho inferior demasiado curvo, demasiado fechado pode ser perigoso em caso de problemas, a amazona pode não conseguir "sair" dos ganchos e saltar do cavalo. A coxa esquerda, idealmente posicionada deve permitir a passage de uma mão entre ambas.

domingo, 18 de setembro de 2011

Em busca da sela perfeita: medidas do cavalo a ter em conta

    Saber tiras as medidas do cavalo são fundamentais para a compra correcta e racional de uma sela, que irá satisfazer as necessidades técnicas, de conforto e segurança de ambos. Pois as selas de amazona tem a particularidade de serem  mais compridas e pesadas do  que uma sela "normal"  É fundamental  que esta não magoe o cavalo. Para tirar as medidas do cavalo são necessários uma régua, um pedaço de cordel e um pedaço de arame facilmente moldável. 
    Abertura do garrote:
    Mede-se no seu ponto mais alto, como demonstrado no esquema:
     
    Coloca-se o arame no ponto mais alto do garrote, moldando-o à sua forma. Mede-se a abertura do V assim obtido. Uma sela com o tamanho correcto deve pousar-se no dorso do cavalo sem provocar pontos de pressão, estar nivelada, vista de perfil , o assento deve estar na horizontal.
    Uma abertura de garrote demasiado estreita, irá magoar o cavalo, dificultar a sua locomoção e poderá provocar dorsalgias a longo prazo. A sela não poderá repousar sem confortavelmente e não estará ajustada e equilibrada. Além disso uma abertura de garrote demasiado estreita irá inclinar o assento para trás, colocando a amazona numa posição inadaptada e desconfortável. Alem disso, essa má posição irá sobre carregar o rim do cavalo, o que não só aumentará o risco de dorsalgias mas também limitará a colocação dos posteriores debaixo da massa.
     Pelo contrario, uma sela demasiado larga poderá comprometer o equilíbrio da sela, pois esta poderá rodar facilmente. A abertura da sela sela entrará em contacto com o garrote, mas não estará obrigatoriamente em contacto total, o que pode causar pontos de compressão e dor. 

Largura do vaso
É frequente o esquecimento desta medida. Porém muito importante para o bem estar equino. Nas selas antigas, é frequentemente a fonte do problema para uma má adaptação. Segundo a gravidade do "problema" como por exemplo a existência de um ponto de compressão, é possível retirar um pouco do enchimento dos suadouros neste local. Mas caso o problema provenha da da curvatura do vaso, ou de medidas demasiado estreitas, a persistência não é aconselhável.

A parte inferior do vaso de uma sela de amazona são mais compridas que numa sela "normal" e não é possível operar nelas modificações.  É esta particularidade que deve  ser tida em conta na escolha da sela adequada para o cavalo.
Se um dos lados do vaso ou ambos comprimirem o cavalo, mais frequente a meio da espádua, pode originar com o passar do tempo contractura musculares e dorsalgias.







Goteira
A goteira é o espaço entre os dois souadouros,  que permite que a sela não apoie na coluna vertebral do cavalo. Esta deve ser suficientemente aberta para que a sela repouse bem no dorso, sem se apoiar nas vértebras. Em princípio recomenda-se uma largura de 7 a 10 cm. Uma goteira demasiada estreita pode ser modificada por um correieiro.
Uma goteira demasiado larga é um defeito muito frequente das selas económicas. Durante as provas no cavalo, pode verificar-se a adequação da goteira de duas formas, posicionar-se atrás do cavalo, tendo previamente deixado ração ou um pouco de feno no chão. O cavalo irá baixar a cabeça para comer e ai pode verificar se consegue ver luz atravez da goteira. Outra forma é após a prova montada, retirar a sela e observar as marcas de suor deixadas pela sela. Estas não devem estar sobre ou demasiadas próximas da coluna vertebral, mas sim de cada lado.

Comprimento da sela
O comprimento da sela é importante para o cavalo, pois este não deve ser demasiado comprido nem repousar sobre o rim sob pena de provocar graves problemas de locomoção ou dorsalgias. Quando bem posicionada, deve permitir a boa movimentação da espádua e não repousar sobre o rim.


sela de tamanh adequada


sela demasiado comprida

A busca pela sela perfeita

À medida que a  Amazona progride, instala-se o desejo de possuir a sua própria sela, adaptada tanto a morfologia da amazona com à do cavalo.  Inicia-se então a por vezes longa busca pela sela perfeita. Existem várias formas de as encontrar. As mais comuns são as seguintes são: através de anúncios de selas em segunda mão antigas por renovar ou já renovadas, em que pode não ser fácil encontrar uma sela antiga que se adapte confortavelmente  ao cavalo, pois estas tem a particularidade de serem construídas a partir de vasos estreitos, de acordo com a morfologia dos cavalos montados na época. Devem privilegiar-se os modelos largos a nível das espáduas  e do garrote, pois é praticamente impossível operar modificações caso estes dois pontos se revelem demasiado estreitos.  O enchimento dos suadouros poderá ser adaptado por um correiero competente, para uma adaptação óptima ao dorso do cavalo. Evidentemente, todas estas modificações e renovações devem ser tidas em conta e pedem um orçamento à altura da despesa.  A compra de uma sela nova também é uma boa opção, deve poder escolher-se a largura da abertura garrote/espáduas, para permitir uma certa adaptação ao cavalo. Cuidado com as selas económicas de má qualidade! (ver post "A sela de Amazona") Pode optar-se pelos modelos mais recentes da zaldi,nomeadamente a sela "amazona caza" pois tem uma boa relação qualidade/preço. 
Quer se escolha uma ou outra opção, há certos factores a ter em conta.  Como por exemplo, se esta vai ser utilizada exclusivamente num cavalo ou em vários. Caso monte exclusivamente um cavalo, deve logicamente optar pela sela que se adapta melhor ao mesmo. Se  se verificar a segunda situação, deve procurar uma sela com uma abertura de garrote e espáduas  médio a largo médio a largo. Pois com um padd, amortecedor ou suadouro espesso é possível compensar uma sela um pouco larga, mas não o inverso.

Record Mundial de salto de obstáculos

Em 1915, Ester Stace, originária de Yarrowitch quebrou todos os records de saltos de ostáculos em amazona, saltando 1.981 metros, com o seu cavalo Emu Plains, no Sidney Royal Easter Show, na Austrália. Este record mundial, nunca foi quebrado. Noventa e seis anos depois, Ester Stace e Emu Plains conservam a glória de terem sido, se não os melhores, os mais ousados.

sábado, 17 de setembro de 2011

A sela de Amazona

Tal como não pode existir um cavaleiro sem cavalo, não ha amazona sem sela. A qualidade desta é extremamente importante para a segurança, conforto e do trabalho realizado. Quantas aprendizes amazonas desistiram, devido a dores e dificuldades provocadas por mau material? É por isso ,que é de extrema importância saber reconhecer uma boa sela de uma má. Hoje em dia, circulam via internet e(e nalgumas lojas) todo o tipo de selas ditas “económicas”das quais se deve fugir a sete pés!  A sua construção e material de fraca qualidade não possibilitam a prática de uma equitação segura e  justa. Seguem-se alguns exemplos comparativos em imagens:
Ao centro encontra-se uma exeletende sela de marca inglesa, à esquerda e à direita da mesma modelos económicos. Na sela à esquerda, nota-se a má implementação dos gancho ( o superior demasiado voltado para a direita) , má conformação da aba e do enchimento dos suadouros. O modelo da direita, acusa um defeito gravíssimo que denuncia logo a fraca qualidade do modelo, e da ignorância de quem o constroi. A ponteira da cilha de equilíbrio encontra-se do lado errado e aponta para a garupa do cavalo, tornando-se completamente inútil. Deveria encontrar-se do lado direito e apontar para a frente, de modo a poder assegurar o equilíbrio da sela . A conformação da sela denuncia o vaso de sela normal utilizado para a sua confecção. A sela ao centro é bem conformada, o assento é plano, os ganchos são largos (modelo de"caça") e bem implantados, assegurando o conforto da amazona.



À esquerda: sela de boa qualidade. À direita, a sela económica acusa os seguintes defeitos: gancho superior demasiado inclinado para a direita, a amazona não térá espaço para colocar a sua coxa. O gancho fixo esté demasiado aberto, a curvatura está demasiado alta para ser possível realizar uma chave de segurança correcta. Para além disso, está implantada verticalmente. Enquanto que numa sela bem conformada (imagem da esquerda) deveria fazer um angulo de 45graus.  



À esquerda, sela correctament conformada. À direita sela de mau modelo: A goteira é demasiado larga, o que, com um cavalo possuindo um garrote mais saído, irá causa lesões no mesmo.Pode ainda provocar a rotação da sela para o lado esquerdo. O enchimento dos suadouros não está centradro o que compromente seriamente o bem estar do cavalo e a posição da amazona.

É importante saber escolher bem a sela com que se vai montar, pois da qualidade desta, ainda mais do que na equitação "normal",  depende  o equilíbrio da amazona, segurança e boa posição.  Um bom material é a garantia de um bom trabalho, realizado em segurança, com conforto e prazer.